Nos últimos anos, o mundo tem assistido uma crescente produção de informação na internet. Os motivos são vários. Os computadores pessoais e residenciais estão com preços cada vez mais acessíveis, e a internet tem chegado a lugares antes inimagináveis. Há vários sites que oferecem serviços gratuitos de blogs, os domínios estão com preços cada vez mais baixos, e as ferramentas de uso cada vez mais didáticas. Desta forma, muitas pessoas passaram a ter espaço para divulgação de informação e opinião. Isso sem falar nas redes sociais como o Orkut, Twiter, Hi5, Myspace etç.FOTO: Pollyana Ferrari
Se por um lado há muitas pessoas que comemoram a chegada de uma suposta “democracia da informação”, há também os que se não estão insatisfeitos, estão ao menos muito preocupados: Os jornalistas. Alguns grupos dizem que o mercado anda saturado, com salários defasados e com exigências de conhecimento avançado de web. Outros enxergam oportunidades nessa situação. Como é o caso da professora e jornalista Pollyana Ferrari. Em entrevista, ela falou sobre a utilização das novas tecnologias na produção de matérias, como os celulares que filmam, gravam som, tiram foto e enviam e-mail. Segundo ela, essa tecnologia já vem sendo explorada por vários veículos, como é o caso do portal G1. Lá, os repórteres vão a campo, fazem entrevistas, redigem matérias, tiram fotos, filmam e fazem a publicação no site. Às vezes, esse trabalho é feito no banco de trás de um taxi, com o notebook no colo.
Perguntada sobre a possibilidade de qualquer um poder produzir e publicar informações na internet, a professora não vê problemas nisso. Para Ferrari, essa é uma oportunidade de se ter acesso a produções segmentadas, como um médico escrevendo sobre medicina, um arquiteto escrevendo sobre decoração, um músico escrevendo sobre o mercado fonográfico etç. E se isso é uma ameaça para a profissão dos jornalistas, ela não vê assim. Pollyana diz que o jornalista ainda continua sendo um profissional que possui os critérios de seleção da notícia, além de toda uma formação. A verdade é que cada um precisa se adequar ao momento.
Quanto a remuneração dos jornalistas multimídia, Ferrari diz que não é diferente dos outros veículos. Os salários não evoluíram junto com o acréscimo de funções que um webjornalista recebeu nos últimos anos. Mas ela defende a idéia de que os salários devem ser revistos. Hoje, os muitos jornalistas que atuam na área de web buscam se atualizar por conta própria, por gostarem do ofício. Não por menos, se comparado com outros países, os portais brasileiros de informação podem ser classificados com muito atrasados por não aproveitarem os recursos que a web disponibiliza.
Perguntada sobre a possibilidade de qualquer um poder produzir e publicar informações na internet, a professora não vê problemas nisso. Para Ferrari, essa é uma oportunidade de se ter acesso a produções segmentadas, como um médico escrevendo sobre medicina, um arquiteto escrevendo sobre decoração, um músico escrevendo sobre o mercado fonográfico etç. E se isso é uma ameaça para a profissão dos jornalistas, ela não vê assim. Pollyana diz que o jornalista ainda continua sendo um profissional que possui os critérios de seleção da notícia, além de toda uma formação. A verdade é que cada um precisa se adequar ao momento.
Quanto a remuneração dos jornalistas multimídia, Ferrari diz que não é diferente dos outros veículos. Os salários não evoluíram junto com o acréscimo de funções que um webjornalista recebeu nos últimos anos. Mas ela defende a idéia de que os salários devem ser revistos. Hoje, os muitos jornalistas que atuam na área de web buscam se atualizar por conta própria, por gostarem do ofício. Não por menos, se comparado com outros países, os portais brasileiros de informação podem ser classificados com muito atrasados por não aproveitarem os recursos que a web disponibiliza.
Para ler mais sobre a entrevista, leia a matéria aqui, produzida pela jornalista Samara Scoralick.

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